sexta-feira, abril 18, 2008

...a inspiração não me tem ladeado, abandonou-me no emaranhado confuso que me assola...
...a inspiração abandona quando teme esclarecer quando não devido, espera paciente por detrás do turbilhão cónico e persistente da minha estadia...
...deixa na ambiguidade, na crença de definição e limitação das vontades proprias...
...abandonou-me numa tão dividida existência...

...e, e não puderei olhar, não puderei querer, não puderei ter?!...
...qual o sentido de uma realização complicada e por metade, quando se vê uma plenitude de satisfação tão palpável e próxima...
...os juizos ignorantes e descabidos, a não percepção pela limitação de sensibilidades ou mesmo imposta pelo mediocre superior...
...explicações desnecessárias e mesmo inexistentes, é o ardor e querer, a realização e o ceder do mesmo...
...é paz, e sorrisos incompreendidos, descontrole e o pairar sobre a realidade, actos, devaneios, a surpresa...
...é funk, é dadaismo, é pimenta branca em carne, é paz na manhã sozinha, é uma bonita árvore despida, é silencio confortável, é um cheiro que persegue, é saxofone e companheiros, é o parar na pressa, é o "Para onde vamos?" - "Vamos para qualquer sitiu"...


...É, sou...

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